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Artigo

José Mário Branco et l’utilisation de la « musique traditionnelle » : le renouveau de la « musique populaire portugaise » au début des années 1970

Projecto
EXIMUS: ‘É preciso avisar toda a gente’: Música e exílio em França durante o regime do Estado Novo (1933-1974)
Grupos de Investigação
Linha Temática
PPA

Os investigadores do INET-md, Hugo Castro e Ricardo Andrade, assinam o artigo “José Mário Branco et l’utilisation de la « musique traditionnelle » : le renouveau de la « musique populaire portugaise » au début des années 1970“, traduzido por Agnès Pellerin, e publicado no número especial da revista Exils et migrations ibériques aux XXe et XXIe siècles, intitulado “La Révolution des Œillets et les Portugais en France”, com coordenação e edição de Marie-Christine Volovitch-Tavares, Cristina Clímaco e Emma Rubio-Milet.

Este artigo centra-se na atividade de José Mário Branco (1942-2019) durante o seu exílio em França, em que, inspirado por José Afonso e pela “canção de protesto” contra a ditadura em Portugal, desenvolve a sua actividade como cantor e compositor e assume um papel pioneiro como produtor e arranjador musical. Influenciado pelos registos de música tradicional recolhidos e publicados por Michel Giacometti e Fernando Lopes-Graça, José Mário Branco viu neles uma alternativa contra-hegemónica aos modelos culturais do Estado Novo. A sua obra destacou-se, entre outros aspetos, pela combinação entre novas práticas de estúdio e elementos tradicionais, intensificada após o 25 de Abril com o GAC – Vozes na Luta. 

Este artigo decorre da investigação realizada pelos autores no âmbito do Centro de Estudos e Documentação José Mário Branco – Música e Liberdade e do projeto FCT EXIMUS – «É preciso avisar toda a gente»: Música e exílio em França durante o regime do Estado Novo (1933–1974) (2022.05129.PTDC, DOI 10.54499/2022.05129.PTDC).

Resumo:

No início da década de 1970, José Mário Branco (1942-2019), inspirado por José Afonso e pela “canção de protesto” contra a ditadura em Portugal, assumiu um papel pioneiro como produtor e arranjador musical, iniciado no exílio em França. Influenciado pelos registos de música tradicional recolhidos e publicados por Michel Giacometti e Fernando Lopes-Graça, viu neles uma alternativa contra-hegemónica aos modelos culturais do Estado Novo. A sua obra destacou-se pela combinação entre novas práticas de estúdio e elementos tradicionais, intensificada após o 25 de Abril com o GAC – Vozes na Luta. Este artigo analisa o impacto destes contactos na sua produção inicial.

Palavras-chave: Exílio / emigração, canção de protesto, produção fonográfica.