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Projeto

AI as Catalyst: The Chimera in the Machine

Referências
DGArtes 33004
Prazo de Execução
28 Set, 2026
—
31 Mai, 2027
Grupo de Investigação

Equipa

Hugo Paquete (INET-md/ UA, coordenação artística)

Christopher Zlaket

David Stingley

Luna Paquete

Período de execução

1/10/ 2026 a 31/05/2027

Instituições envolvidas (em colaboração ou parceria)

INET‑md · Universidade de Aveiro

Absonus Lab

CIAC · Universidade do Algarve

iA\*Lab Sensoria · Universidade da Beira Interior

Planetário do Porto – Centro Ciência Viva

Artech‑International

Museu do Côa

Câmara Municipal de Aveiro / Museu Arte Nova

Financiamento

Direção-Geral das Artes DGArtes | Ref. 33004

Resumo

AI as Catalyst: The Chimera in the Machine é um projeto de música experimental e computacional que explora a Inteligência Artificial como entidade coautoral instável, negociando continuamente entre controlo humano e autonomia algorítmica. A investigação cruza arte sonora, música computacional e estética pós‑digital, transformando desvios, erros e alucinações de modelos generativos, treinados com material não musical, em matéria estética.

A criação sonora assenta numa arqueologia algorítmica construída a partir de um corpus multimodal: bio‑sinais captados com o Instruo Pocket Scion, interferências eletromagnéticas recolhidas com o SOMA Ether V2 e medições georreferenciadas de CO₂ convertidas em parâmetros musicais. Estes dados alimentam modelos generativos configurados como MECS (Multi‑Agent Environmental Cognitive Synthesizer), um sistema multiagente que manifesta comportamento emergente e transforma dados ambientais em estruturas sonoras dinâmicas.

O prompt‑design, inscrito no código, funciona como partitura viva, mediando a negociação entre compositor e sistema. A espacialização multicanal culmina na apresentação no Planetário do Porto, onde a cúpula imersiva atua como co‑compositor, ligando dados ambientais ao espaço arquitetónico.

O projeto articula investigação tecnológica, desenvolvimento de ferramentas, composição multicanal e mediação científica, resultando numa série de performances e num álbum de microexperiências sonoras. A sua singularidade reside na combinação entre arqueologia sonora ambiental, IA generativa, comportamento emergente e espacialização imersiva, uma ecologia cibernética onde dados, ambiente e algoritmo se tornam matéria viva de criação.

Palavras-chave

IA generativa; música experimental; arqueologia sonora; ecologias computacionais; post-techno; imersão multicanal; cruzamento disciplinar.

Créditos foto final: © Hugo Santos Photo — PERIPHERA 2025 Hugo Paquete — Atmospheric Metabolism