
Equipa
Hugo Paquete (INET-md/ UA, coordenação artística)
Christopher Zlaket
David Stingley
Luna Paquete
Período de execução
1/10/ 2026 a 31/05/2027
Instituições envolvidas (em colaboração ou parceria)
INET‑md · Universidade de Aveiro
Absonus Lab
CIAC · Universidade do Algarve
iA\*Lab Sensoria · Universidade da Beira Interior
Planetário do Porto – Centro Ciência Viva
Artech‑International
Museu do Côa
Câmara Municipal de Aveiro / Museu Arte Nova
Financiamento
Direção-Geral das Artes DGArtes | Ref. 33004
Resumo
AI as Catalyst: The Chimera in the Machine é um projeto de música experimental e computacional que explora a Inteligência Artificial como entidade coautoral instável, negociando continuamente entre controlo humano e autonomia algorítmica. A investigação cruza arte sonora, música computacional e estética pós‑digital, transformando desvios, erros e alucinações de modelos generativos, treinados com material não musical, em matéria estética.
A criação sonora assenta numa arqueologia algorítmica construída a partir de um corpus multimodal: bio‑sinais captados com o Instruo Pocket Scion, interferências eletromagnéticas recolhidas com o SOMA Ether V2 e medições georreferenciadas de CO₂ convertidas em parâmetros musicais. Estes dados alimentam modelos generativos configurados como MECS (Multi‑Agent Environmental Cognitive Synthesizer), um sistema multiagente que manifesta comportamento emergente e transforma dados ambientais em estruturas sonoras dinâmicas.
O prompt‑design, inscrito no código, funciona como partitura viva, mediando a negociação entre compositor e sistema. A espacialização multicanal culmina na apresentação no Planetário do Porto, onde a cúpula imersiva atua como co‑compositor, ligando dados ambientais ao espaço arquitetónico.
O projeto articula investigação tecnológica, desenvolvimento de ferramentas, composição multicanal e mediação científica, resultando numa série de performances e num álbum de microexperiências sonoras. A sua singularidade reside na combinação entre arqueologia sonora ambiental, IA generativa, comportamento emergente e espacialização imersiva, uma ecologia cibernética onde dados, ambiente e algoritmo se tornam matéria viva de criação.
Palavras-chave
IA generativa; música experimental; arqueologia sonora; ecologias computacionais; post-techno; imersão multicanal; cruzamento disciplinar.
Créditos foto final: © Hugo Santos Photo — PERIPHERA 2025 Hugo Paquete — Atmospheric Metabolism