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Projeto

AI as Catalyst: Impactos Transformadores na Performance Digital, Música Computacional e Criatividade Cultural

Referências
2024.09158.CEECIND
Prazo de Execução
04 Mar, 2026
31 Dez, 2029
Grupo de Investigação

Equipa

Hugo Paquete (INET-md, Investigador Responsável)

Período de execução

2026 a 2029

Instituições envolvidas (em colaboração ou parceria)

Universidade de Aveiro

INET-md

Absonus Lab

Planetário do Porto – CCV 

Outros a anunciar.

Financiamento

FCT (2024.09158.CEECIND)

Resumo

AI as Catalyst reposiciona a Inteligência Artificial (IA) como coagente criativo, recusando a sua redução a mera ferramenta. O projeto revela o inconsciente tecnológico, sistemas e infraestruturas ocultas que moldam a experiência contemporânea.

Numa perspetiva de animismo tecnológico, a IA é entendida como um agente não-humano com o qual é possível cocriar. A esta colaboração correspondem três modos fundamentais: a escuta algorítmica (escuta distribuída entre humanos, sistemas e dados), a meta‑escuta (descodificação crítica e vigilância sobre fluxos invisíveis) e a meta‑produção (criação emergente da interação entre criador, algoritmos e fluxos informacionais).

O conceito central é a AI‑Chimera: uma entidade híbrida que desafia autoria, controlo e intencionalidade, materializando-se em composição e performance. Em Hyperobject Soundscapes, a IA é entendida como hiperobjeto, entidade que transcende a perceção humana imediata. AI Remix Collective explora a performance colaborativa músico‑IA. Glitch Ecology cria paisagens audiovisuais a partir de dados ecológicos.

A construção de ferramentas é central. Destaca-se o Cyberattack Sonifier, que converte eventos de cibersegurança em estruturas rítmicas e texturas, sonoras envolvendo AI. O projeto introduz quatro deslocamentos composicionais: novas matérias-primas sonoras (dados em tempo real), reconfiguração do gesto composicional (prompting), autoria distribuída e imprevisibilidade como método.

Dimensão ética e crítica: o projeto aborda opacidade algorítmica, viés e vigilância em IA, posicionando a arte como espaço de resistência e especulação cultural num mundo saturado de tecnologias invisíveis.

Palavras-chave

AI‑Chimera; Sabotagem algorítmica; Escuta algorítmica; Meta‑produção; Hiperobjeto; Animismo tecnológico; Música generativa; Inconsciente tecnológico.