
O capítulo apresenta o projeto DAST – Dancing Simply Together como um exemplo de investigação transdisciplinar, articulando práticas de improvisação coletiva e teoria da complexidade. A investigação desenvolve-se a partir de processos de criação coletiva que mobilizam o conceito de Dança Generativa (Leitão & Alves, 2024) — uma proposta da artista e investigadora Ana Leitão que articula Agent-Based Models e improvisação coletiva — integrando a participação de pessoas com e sem formação em dança.
O texto propõe o mapeamento de perspetivas teóricas e avança com a noção de convergência triádica entre cognição social, motora e coreográfica nas composições coletivas, oferecendo um enquadramento conceptual que permite compreender a prática de dança generativa como um processo cognitivo distribuído e emergente das relações entre corpos, movimentos e contexto. A análise centra-se na emergência coreográfica enquanto fenómeno relacional, abrangendo desde práticas que envolvem interação com tecnologias até ao princípio fundamental da criação-colaboração.
O capítulo afirma a dança como um espaço de produção de conhecimento situado, no qual a prática artística e a reflexão crítica se interligam, contribuindo para debates contemporâneos sobre coreografia, criação coletiva e investigação baseada na prática.
O projeto DAST – Dancing Simply Together: Exploring the Connections and Flow Between Dance and Complexity (2023–2025) foi financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Brasil (CNPq, 420222/2022-7) e contou com apoio parcial da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) através do projeto estratégico 2020–2023 (UIDB/00472/2020, https://doi.org/10.54499/UIDB/00472/2020), bem como da bolsa de doutoramento 2021, https://doi.org/10.54499/2021.07216.BD.
Referências bibliográficas
Alves, M. J., Leitão, A. M., & Gehres, A. (2026). Dancing simply together: An example of transdisciplinary research in arts and sciences. In J. Butterworth & V. Hunter (Eds.), Contemporary choreography: A critical reader (3rd ed., pp. 189–203). Routledge. https://doi.org/10.4324/9781032645759