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Seminário

Opção: etnografia de um samba em Belo Horizonte

Data
29 May, 2026
4:30
Local
Anfiteatro João Branco | Departamento de Comunicação e Arte da UA
Grupos de Investigação

SEMINÁRIO PERMANENTE DO GRUPO DE INVESTIGAÇÃO ETNOMUSICOLOGIA E ESTUDOS EM MÚSICA POPULAR

29.05.2026 | 16h30 | DeCA UA | Anfiteatro João Branco | Online

Entrada livre, presencial e online.

Opção: etnografia de um samba em Belo Horizonte

Gabriel Arruda | INET-md/DeCA UA

Nesta edição do Seminário Permanente, será apresentada parte dos resultados de uma pesquisa etnográfica realizada no bar Opção, em Belo Horizonte, Brasil, espaço dedicado à prática e à cultura do samba.
Desenvolvida ao longo de cinco anos, entre atividades de pesquisa e prática musical, a investigação voltou-se inicialmente para os sentidos do “ser sambista” nesse contexto, mobilizando questões ligadas à prática sonora, à aprendizagem, à identidade e à memória.
Ao longo do percurso, novos temas passaram a orientar a análise. Entre eles, destacam-se a reinterpretação de ensembles musicais afro-diaspóricos, uma leitura situada das formas de perceção do espaço e a compreensão do samba na sua espessura relacional, enquanto prática atravessada por experiências diaspóricas diversas, formas de resistência, disputas em torno das suas matrizes e estereótipos nacionalistas/essencialistas.
A apresentação propõe partilhar alguns desses deslocamentos analíticos, mostrando como a etnografia no Opção tem contribuído para a formulação de novas chaves de leitura sobre o samba, reinscrevendo-o num contexto situado que tensiona abordagens clássicas da literatura sobre o tema.


Gabriel Arruda | Gabriel Arruda é doutorando e mestre em Música pela Universidade Federal de Minas Gerais, encontra-se atualmente em regime de doutoramento sanduíche na Universidade de Aveiro. É membro do GrEt – UFMG (desde 2021), Grupo de Estudos em Etnomusicologia da Escola de Música da UFMG; do Coletivo de Sambistas Mestre Conga, associação municipal de instrumentistas, cantores, compositores e investigadores dedicada à cultura do samba em Belo Horizonte – MG (desde 2020); e do projeto social Bloco do Bigode (desde 2020). Entre os projetos de investigação e extensão em que participou, destaca-se o Registo do Samba como Património Cultural Imaterial de Belo Horizonte (2022–2025), que resultou no dossiê Horizontes do Samba e no reconhecimento do samba como património municipal. Enquanto instrumentista, na qualidade de cavaquinista e violonista, integra os grupos Na Cadência do Samba e Bloco do Bigode, participando em concertos, gravações e desfiles de Carnaval.