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Concerto Seminário

Concerto // Síntese – Grupo de Música Contemporânea: De Berio a Paredes

Data
15 May, 2026
5:00
Local
Auditório do CCCI | Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro
Grupos de Investigação

SEMINÁRIO PERMANENTE DO GRUPO DE INVESTIGAÇÃO CRIAÇÃO, PERFORMANCE E INVESTIGAÇÃO ARTÍSTICA

15.05.2026 | 17h | Auditório do CCCI | Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro

Entrada livre e presencial.

Concerto // Síntese – Grupo de Música Contemporânea : De Berio a Paredes

Fundado em 2006, o Síntese – GMC consolidou-se como uma peça fundamental no ecossistema cultural português. O grupo carrega no currículo a estreia absoluta de mais de 70 obras, a grande maioria fruto de encomendas diretas a compositores portugueses ou radicados em Portugal.

Nomes sonantes como João Pedro Oliveira, Cândido Lima, Christopher Bochmann, Ângela da Ponte e Vasco Mendonça são apenas alguns dos criadores que confiaram ao grupo a primeira audição das suas partituras. Esta diversidade estética é, aliás, a marca identitária do coletivo, que não se prende a uma única corrente, preferindo explorar as múltiplas visões da música do nosso tempo.

Este concerto nasceu de um desafio lançado pelo Síntese a quatro compositores: o de construir pontes entre dois criadores – ambos nascidos em 1925 – com percursos bem diferentes, mas que marcaram, cada um à sua maneira, a criação musical em Portugal. Luciano Berio, compositor fundamental na segunda metade do século XX, foi ele próprio um fazedor de pontes entre as múltiplas possibilidades abertas à criação musical no século XX, a diversidade de universos sonoros que marcaram o seu tempo, e a herança musical de outros tempos. Carlos Paredes transformou a sonoridade da guitarra portuguesa numa paisagem sonora rica e sofisticada, marcadamente portuguesa, mas, simultaneamente, universal na sua abordagem. Em ambos, há uma atitude profundamente humanista em relação ao seu papel como criadores. Respondendo ao desafio lançado, Inés Badalo, Eduardo Luís Patriarca, Hugo Vasco Reis e Dimitris Andrikopoulos são os construtores destas pontes sonoras entre Berio e Paredes, com quatro novas obras cuja estreia teve lugar em outubro de 2025, no 19º Festival Síntese.

Eduardo Luís Patriarca (1970)

Imaginar de Passagem/ Passagem para Imaginar (2025)

Hugo Vasco Reis (1986)

Vulnerabilidade (2025)

Dimitris Andrikopoulos (1971)

Spell (2025)

Inés Badalo (1989)

Ficha artística

Helena Neves – Soprano

Carlos Canhoto – Saxofones

Francisco Martins – Acordeão

Gustavo Delgado – Violino I

Alfeu Carneiro – Violino II

João Mendes – Viola d’arco

Rogério Peixinho – Violoncelo

Diogo Costa – Direção musical


Síntese – Grupo de Música Contemporânea

Constituído em 2007, o Síntese – Grupo de Música Contemporânea (Síntese – GMC) é um dos mais activos grupos de música contemporânea em Portugal. Desde a sua fundação fez a estreia absoluta de mais de 70 obras, na sua maioria resultado de encomendas a compositores portugueses ou radicados em Portugal de diferentes gerações e visões estéticas, tais como João Pedro Oliveira, Cândido Lima, Eduardo Luís Patriarca, Hugo Vasco Reis, Sérgio Azevedo, Pedro Amaral, Christopher Bochmann, Amílcar Vasques Dias, José Carlos Sousa, Jaime Reis, Dimitris Andrikopoulos, Fernando Lapa, António Chagas Rosa, Ângela Lopes, Ana Seara, Vasco Mendonça, Sara Carvalho, Inès Badalo, Tiago Derriça, Carlos Marecos ou Ângela da Ponte, entre muitos outros.

O Síntese estreou também a peça Itinerario do compositor espanhol Jesús Torres, uma encomenda da Sociedad Filarmónica de Badajoz no âmbito do XII Ciclo de Música Actual daquela cidade. Desde 2007 tem vindo a organizar o festival homónimo “Síntese”.

Nas suas 19 edições este festival contou com nomes relevantes da cena musical contemporânea nacional e internacional, para além de um conjunto de actividades de natureza pedagógica e de enquadramento no meio social em que se realiza.

Entre as actividades pioneiras do Síntese – GMC destacam-se a realização do projecto de criação em contexto comunitário rural “Vanguarda na Aldeia” e o Concurso Nacional de Interpretação Contemporânea.

O Síntese – GMC levou já a música contemporânea portuguesa a Madrid, Sevilha, Badajoz (Espanha), Estrasburgo (França), Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, Brasília, Goiânia (Brasil), Olomouc (República Checa), Milão (Itália), La Habana (Cuba), Thessalonica (Grécia) e Harbin (China).

O Síntese – GMC editou dois CD: “2010”, com obras de C. Bochmann, A. Vasques Dias, J. Carlos Sousa e E. Patriarca (em 2010), e “Poiesis”, com obras de A. Chagas Rosa, C. Bochmann, A. Pinho Vargas e F. Lapa (em 2019).

O Síntese mantém relações estreitas com vários municípios portugueses, conservatórios, escolas profissionais de música e universidades como a Universidade Politécnica ESART de Castelo Branco.

O trabalho do Síntese foi reconhecido pelo Governo Português e o grupo é financiado pelo Ministério da Cultura, Juventude e Desporto para os quadriénios de 2023 – 2026 e de 2027-2030.