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Contacto: menodelpicchia@gmail.com

Grupo de Investigação

Meno del Picchia

Nota biográfica

Meno Del Picchia, também conhecido como Paulo Menotti Del Picchia, é antropólogo, etnomusicólogo e músico, com uma produção que une a arte e a pesquisa científica. É pós-doutorando em etnomusicologia pelo departamento de música do Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com o projeto “Beat pesado e corte chave – funk, trap e a construção de masculinidades”, aprovado pela FAPESP, processo 2023/10671-1, com supervisão da professora Suzel Ana Reily.

É doutor em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo (USP), com a tese intitulada “A Neblina e o Fluxo – O Funk nos Corpos Elétricos da Quebrada”, defendida em 2021. Neste trabalho, realizou uma densa etnografia musical do funk paulistano percorrendo espaços como a Liga do Funk, estúdios de gravação e bailes de rua conhecidos como “fluxos de funk”. 

Foi professor de pós-graduação na Faculdade Santa Marcelina no curso de Pós-graduação em Canção Popular entre 2016 a 2023, atuando como orientador de trabalhos de conclusão de curso. Atualmente, é membro do PAM – Pesquisas em Antropologia da Música e do GRAVI – Grupo de Antropologia Visual, ambos sediados no Departamento de Antropologia Social da USP. É membro do LEMS – Laboratório de Estudos da Música e do Som, da UNICAMP.

Meno também possui uma atuação vívida como músico instrumentista e compositor. Lançou seis discos autorais: Meno Del Picchia (2008) e Macaco Sem Pelo (2013) – ambos selecionados pelo Programa Cultural de Bragança Paulista – Barriga de 7 Janta (2016) vencedor do prêmio do PROAC 2015 – Pele de Água (2020) – Pompeial LoFi (2023) – Maré Cheia (2024). Além disso, já gravou e acompanhou grandes nomes da música brasileira como Elza Soares, Otto e Badi Assad.

Em abril de 2025, Meno chega em Lisboa para iniciar um estágio de um ano, sob supervisão da professora Salwa Castelo-Branco, como investigador visitante do INET-md. A estadia é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), processo 2024/16757-8, vinculado à Faculdade de Ciências Sociais
e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, e termina em Março de 2026.


O projeto envolve duas dimensões principais:

  1. Internacionalização da etnomusicologia brasileira, ampliando o diálogo científico com a rede de investigadores europeus a partir da apresentação das pesquisas já realizadas pelo investigador;
  2. Realização de pesquisa de campo em Lisboa, acompanhando a produção musical de artistas de bairros periféricos ligados à cena da batida do gueto, do kuduro e do afrohouse.