Departamento de Comunicação e Arte | Universidade de Aveiro
Campus Universitário de Santiago
3810-193 Aveiro
Portugal
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Marina Pacheco
Nota Biográfica
Marina Bonfim é flautista e professora de música pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Especialista em Educação Montessori pela Associação Brasileira de Educação Montessori e Mestre em Etnomusicologia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Participou do grupo de pesquisa Trabalhar com Música, coordenado pelo Profº Dr. José Alberto Salgado na UFRJ. Trabalhou como música militar e instrutora de História da Música na Marinha do Brasil. Integrou grupos de Choro e Música Popular Brasileira, entre os quais o Regional Tocata do Rio, formado por antigos chorões cariocas, cuja atividade é o tema da sua dissertação de mestrado.
Atuou como professora de música da educação infantil ao ensino técnico, deu aulas de Flauta Transversa, Saxofone, Teoria Musical e Artes Visuais em instituições públicas e particulares de ensino no estado do Rio de Janeiro.
No âmbito da investiagção, interessa-se por temas pertinentes à área de Etnomusicologia, nomeadamente Etnografia, Choro, Memória, Fado e Amália Rodrigues.
Projeto de Doutoramento
Título: Amália brasileira: uma voz do fado a cantar (n)o Brasil – percursos de Amália Rodrigues no Brasil através de uma etnografia dos arquivos (1944-1972)
Orientação
Susana Bela Soares Sardo
Coorientação
Pedro de Moura Aragão
Resumo
O primeiro registro discográfico da cantora Amália Rodrigues (1920 – 1999) foi realizado em 1945 pela editora Continental, na cidade do Rio de Janeiro (RJ/Brasil). Durante esse ano Amália permaneceu no Brasil e publicou um total de oito discos, fenômeno usualmente denominado em suas biografias como a “fase Continental”. A partir desse momento, a voz de Amália, que já se fazia presente nos teatros e em programações ao vivo nas rádios do Brasil, ganhou maior projeção com as possibilidades apresentadas pelo disco, especialmente com o acesso à audição doméstica e com a reprodução ampliada nas rádios. A cantora atuou ainda em novelas da televisão brasileira, participou em juris de festivais e incorporou a música brasileira em seu repertório. Desta forma, os discos da fase Continental configuram um acontecimento singular a partir do qual se consolida uma relação estreita entre Amália e o cenário artístico brasileiro, que perdura até hoje, como é visível através da produção de exposições e espetáculos em sua homenagem nos anos recentes, especialmente na cidade do Rio de Janeiro. Esta pesquisa analisa os contextos sociais e musicais, no Brasil e em Portugal, que convergem na inauguração da carreira discográfica de Amália Rodrigues, buscando compreender as repercussões geradas por este processo tanto para a carreira da cantora quanto para os repertórios e patrimônios musicais de ambos os países. Estabelece-se como lapso temporal os anos entre 1944 a 1972.
Palavras-chave Amália Rodrigues; Brasil; Etnografia; Arquivo; Fado
Financiamento Fundação para a Ciência e a Tecnologia (UI/BD/151371/2021)