• Dança 2
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26.10.2021 | 16:00-18:00 | NOVA FCSH | Sala B 201
 
 
 
 
Nem todos vemos o mundo desde a mesma perspectiva. Cada civilização com o seu mundo simbólico. E através deste seu ambiente semiótico, cada um vê, conhece e interpreta o mundo. O problema é que, durante longos tempos, as diferenças foram abafadas sob pressão hegemónica dos padrões euro-ocidentais. Pensava-se aprioristicamente que a excelência da definição bíblico-cristã de matrimónio e família, por exemplo, podia ser recebida, aliás, deduzida do pensar e do agir de todos os homens. Este chauvinismo cultural tem mantido em silêncio inestimáveis tesouros sapienciais que precisamos hoje de resgatar. Felizmente, a revolução epistemológica da descolonização mental está a criar em ciências humanas e sociais atitudes mais abertas e humildes, o que pode, seguramente, abrir a porta a uma plural cosmovisão, permitindo diálogo e complementaridade. E, no que nos diz respeito, acreditamos que uma diferente visão do matrimónio e da família pode ser elaborada «a partir de casa». Para esta sessão, escolhemos a canção V'ondjo v'ondjo bem como afins peças da literatura popular. Quanto, em português padrão, falamos de matrimónio e de família, estaremos a passar os mesmos conceitos? Estaremos a falar da mesma instituição? O uso do mesmo lexema é suficiente para processarmos os mesmos pensamentos?
 
Leitura recomendada:
 
 
 
 
 

Bonifácio Tchimboto, padre da Diocese de Benguela, é especialista em Teologia Bíblica e Estudos Africanos. Atualmente desenvolve o seu pós-doutoramento em Estudos Africanos na Tangaza University College, Nairobi, iniciado em 2015. É fundador e ex-diretor do Instituto Superior Politécnico Jean Piaget de Benguela (2005-2017). É diretor, fundador e editor da revista de pesquisa interdisciplinar Facta Lux (desde 2017). É membro do Comitê Executivo do BICAM (Centro Bíblico para a África e Madagascar). Em 2017 tornou-se investigador e coordenador do NELiC (Núcleo de Estudos de Línguas e Culturas), inserido no CESP (Centro de Estudos e Pesquisa) do ISP J Piaget de Benguela. É o autor de Os "privados" de Deus. As tradições bíblicas sobre o pobre desde Jb 24 (Tese de Doutoramento, Pontifícia Universidade Urbaniana, Roma, 2002); Pesquisa em África. Condicionamentos e perspectivas epistemológicas em ciências sociais e humanas; Provérbios Umbundu. Uma proposta de método de interpretação (Trabalho apresentado no Colóquio de Línguas Nacionais, Universidade Jean Piaget, Luanda, em 2013); Provérbios como uma língua de sábios em culturas africanas (Maryknoll Institute of African Studies, Nairobi, 2015); Relevância antropológica das línguas nacionais. Riscos de um bilinguismo desigual em Angola (Comunicação proferida no Colóquio "O futuro da língua em Angola", na Unipiaget em Angola, 23-24 / 09/06); Ética e pedagogia na literatura oral africana. Estudo etnolinguístico do umbundu, Facta Lux, Benguela, 2018, (em co-autoria com Eusébio S. C. Tchamawe); Embimbiliya Likola (ed.) (Tradução da Bíblia em língua umbundo), Paulus, Lisboa, 2017 (Editor-chefe). Actualmente lecciona Etnolinguística, Literaturas Orais Africanas (no ISPJPiaget em Benguela), Exegese do Antigo Testamento (Seminário Maior de Teologia de Benguela), Hebraico Bíblico (Seminário Maior de Teologia de Benguela), Latim e história da Língua Portuguesa (Benguela Maior Seminário de Filosofia).

 
Moisés Rafael, também é padre na Diocese de Benguela Diocese, e especializou-se na música religiosa de Angola. Escreveu o Oratorio su San Giovanni Battista per soli, coro e orquestra, no âmbito do mestrado em composição de música sacra no Instituto Pontífico de Música Sacra, em Roma. Aguarda defesa para terminar o doutorado com a tese Ohutu y'Olupandu em Kawanga: dança, catolicismo e cultura local em confronto na missa em Benguela, na NOVA FCSH, onde estuda desde 2015, com orientação de Maria de São José Côrte-Real. É o fundador da Casa da Música de Benguela (CDM), um centro comunitário de música, localizado em Benguela (Angola), que tem como principal objetivo responder às necessidades de aprendizagem e investigação musical em Benguela. É cofundador da QUINTAL, Associação de Promoção Social (APS) que visa promover o diálogo e a polinização cruzada entre as artes e a investigação científica, com particular atenção para as áreas da Etnomusicologia e da Antropologia, e de acordo com uma metodologia participativa. Atualmente ele desenvolve seu trabalho pastoral em Genova desde 2020, para acomodar suas necessidades logísticas como aluno de doutorado.
 
 
 
 
O Seminário Doutoral "Música e Corpo: tradição e transgressão através da etnomusicologia e pensamento crítico" (M&Btt) é organizado pela Professora Maria de São José Côrte-Real e um grupo de estudantes de doutoramento avançados. Foca-se na investigação em música, dança e pensamento crítico. O conteúdo de cada sessão é diversificado, e resulta das colaborações entre investigadores internacionais convidados e jovens doutorandos do INET-md. A série de seminários estreia-se com a palestra de Timothy Rice. O conteúdo específico de cada sessão varia em função das colaborações entre os investigadores convidados e os estudantes de doutoramento. A aprendizagem transversal permite a preparação e defensa de trabalhos originais, participação em discussões colectivas, e o contacto com perspectivas multidisciplinares. Com uma metodologia original de discussões colaborativamente orientadas, o M&Btt desenvolve-se ao longo de sete sessões semanais, às terças-feiras. Para obter 10 ECTS, contactar Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar..