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Seminário

Performance experimental com violões e tecnologias 

Data
20 Feb, 2026
11:00
20 Feb, 2026
4:00
Local
Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro | Estúdio CIME e Auditório do DeCA
Grupos de Investigação

SEMINÁRIO PERMANENTE DO GRUPO DE INVESTIGAÇÃO CRIAÇÃO, PERFORMANCE E INVESTIGAÇÃO ARTÍSTICA

20.02.2026 | 11h – 16h | DeCA UA | Estúdio CIME | Auditório do DeCA

Entrada livre e presencial.

Performance experimental com violões e tecnologias

O seminário será apresentado pelo Coletivo GELA (Guitarras Experimentais Latino-Americanas), associado ao Laboratório de Performance com Sistemas Interativos (LaPIS) da Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no Brasil. Nesta edição, o coletivo é constituído por Sérgio Freire, docente da Escola de Música da UFMG; Eduardo Campolina, também da Escola de Música da UFMG; e Renato Rosa, docente do IFMG, doutorando no Programa de Pós-Graduação em Música da UFMG e residente em estágio doutoral no DeCA UA.

Palestra

11h | Estúdio CIME do DeCA

Esta palestra visa apresentar as bases do pensamento em torno dos processos criativos desenvolvidos pelo Coletivo GELA, bem como descrever as investigações artísticas actualmente em curso. Serão abordados o enquadramento histórico, os conceitos e os processos de desenvolvimento do violão GuiaRT enquanto Sistema Musical Interactivo. A partir deste ponto, propõe-se uma reflexão sobre o papel do performer, considerando a distribuição criativa entre sujeitos e máquinas, na qual são introduzidas as noções de Criatividade Distribuída e de Agenciamento entre humanos e não-humanos. Por fim, será apresentado o modelo de trabalho e de criação do colectivo, fundamentado na noção de Performance Experimental.

Concerto

16h | Auditório do DeCA

A quem (ou a quê) podemos atribuir o agenciamento criativo em artefactos artísticos mediados por tecnologias? Essa questão tem-nos conduzido à compreensão da criação como um fenómeno distribuído, que pode ser observado a partir de marcadores sociais, materiais e temporais. Neste concerto, a interacção entre sujeitos e máquinas orienta-se para uma performance violonística experimental. Entre as tecnologias exploradas, destaca-se o GuiaRT, um violão aumentado concebido como interface acústico-digital que tensiona as possibilidades criativas e performativas da prática violonística contemporânea. O seu setup é construído de forma modular, possibilitando ampla interconexão com software e hardware, inclusive com outros instrumentos aumentados, e oferece três funcionalidades complementares: o “aumento” do instrumento, o processamento de áudio em tempo real e a interactividade musical. Esta última funcionalidade, em particular, desfaz a divisão tradicional do trabalho musical (composição, performance e apreciação), implicando que conceção, preparação e apresentação das performances se tornam distribuídas não apenas entre todos os participantes, mas que reconhece o agenciamento das máquinas dentro do processo criativo.

Programa

3 estudos (2024) 

Eduardo Campolina 

para violão e tape 

Música para 24 cordas 

Sérgio Freire 

versão para GuiaRT (2019) 

(original para quarteto de violões de 2010) 

Redemoinho (2023) 

Renato Rosa, Sérgio Freire 

para GuiaRT e difusão sonora em 6 canais 

Una Mediocracia cheia de dedos (2023) 

Sebastián Barroso, Eduardo Campolina 

Arte Visual: Cristóbal Farmache 

Vídeo: Marina Marcon 

para violão, eletrônica e vídeo 

Violão: Renato Rosa 

Quatro Fantasias Farmache (2024) 

Renato Rosa, Sebastián Barroso, Sérgio Freire e Eduardo Campolina 

Artes Visuais: Cristóbal Farmache 

para violões aumentados, sensores IMU, difusão sonora em 6 canais e imagens 


Sérgio Freire | Docente associado na Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG, Brasil), onde leciona composição, orquestração e sonologia. Desde 1998, coordena o Laboratório de Performance com Sistemas Interativos (LaPIS). Graduado em Música (composição) pela UFMG, possui mestrado em Sonologia (1993) pelo Instituto de Sonologia de Haia, Holanda, e doutorado em Comunicação e Semiótica (2004) pela PUC-SP, Brasil. Durante seu doutorado, foi estudante visitante no Elektronisches Studio da Musik Akademie, Basel, Suíça. Coordenou o Programa de Pós-Graduação em Música da UFMG entre 2009 e 2015. No primeiro semestre de 2020, foi pesquisador visitante no CIRMMT, Universidade McGill, Canadá. Seus principais interesses acadêmicos e artísticos estão focados em diferentes formas de interação entre práticas musicais acústicas e novos meios tecnológicos. Suas peças musicais foram executadas e premiadas no Brasil e no exterior, e seus artigos científicos são regularmente apresentados em importantes conferências dedicadas à música e tecnologia. 

Eduardo Campolina | Docente associado da Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais na área de Composição do Departamento de Teoria Geral da Música desde 1990. Doutor pela Escola de Belas Artes da UFMG (2013), Mestre pela Faculdade de Educação da UFMG (2002), Diplome d’Études Approfondies (1986), Maitrise (1985) e Licence (1984) em Música pela Université de Paris VIII, graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Minas Gerais (1978). Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Música, atuando principalmente nos seguintes temas: composição, composição com eletrônica (música mista), contraponto barroco, violão (técnica e performance), música e artes plásticas, percepção musical. Desde 2019 tem como foco principal de pesquisa a área de Performance Experimental. 

Renato Rosa | Docente na área de Arte/Música do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais (IFMG) e doutorando no Programa de Pós-Graduação em Música da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Possui mestrado em Artes pelo Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), na área de pesquisa em Práticas e Processos em Artes, com bolsa CAPES (2013–2015). Também possui bacharelado e licenciatura em Música, com habilitação em violão pela UFU (2006–2011). É membro do grupo de pesquisa VIOrizontes (Pesquisas Artísticas Violonísticas). Realiza estágio de doutoramento sanduíche no Programa Doutoral em Criação Artística, do Departamento de Comunicação e Artes da Universidade de Aveiro, em Portugal. Seus interesses de pesquisa incluem processos criativos colaborativos em arte mediados por tecnologias, bem como projetos artísticos envolvendo o violão em diferentes contextos.