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Nuno Domingos

 

Durante breves anos, no Chiado, a ópera teve duas faces distintas. No São Carlos, vestida a rigor, entretinha as elites que desde sempre tinham frequentado a casa. A poucos metros de distância, no Teatro da Trindade, despida do traje de gala, servia uma classe trabalhadora pouco habituada àquele género artístico. A ideia de popularizar o canto lírico enquadrava-se nas políticas sociais do Estado Novo e num desejo velado de "educar" as massas. Essa missão doutrinária foi confiada à Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho, que a levou a cabo entre 1965 e 1973 através da Companhia Portuguesa de Ópera. A curta existência da companhia inspirou A Ópera do Trindade, um trabalho de investigação do sociólogo Nuno Domingos que, a partir daquele palco efémero, nos devolve as contradições culturais do regime.

 

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A Ópera do Trindade: O papel da Companhia Portuguesa de Ópera na “educação cultural” do Estado Novo | Editora: Lisboa: ASA/Lua de Papel Série Músicas, volume 1 | Data de lançamento:  2007 | ISBN: --- | Dimensões: --- | Páginas: --- | Idioma: Português | Capa