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Doutorando
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas | Universidade Nova de Lisboa
Av. de Berna, n.º 26 C
1069-061 Lisboa
Portugal
Email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
Tel: (+351) 21 790 83 00 (ext. 1583)

Nota Biográfica

Mariana Portas de Freitas é Investigadora Integrada Doutoranda em Musicologia Histórica pelo INET-MD Instituto de Etnomusicologia Música e Dança (FCSH/NOVA), bem como pelo Caravelas – Núcleo de Estudos da História da Música Luso-Brasileira do CESEM Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical (FCSH/NOVA), ambos sediados na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Tem diploma de Estudos Avançados em Ciências Musicais Históricas e é mestre em Musicologia Histórica pela mesma Faculdade. É licenciada em Direito pela Universidade Católica Portuguesa. É técnica superior da Fundação Calouste Gulbenkian, onde colabora em projetos nas áreas da difusão cultural e do património de influência portuguesa. Colaborou na edição de publicações musicológicas sob a direção de Rui Vieira Nery. Publicou: «Entre o hexacorde de Guido e o solfejo "francês"... (Revista Brasileira de Música, 2010); «A Escola de Canto de Orgaõ (1759) de Caetano de Melo de Jesus: um aparato teórico singular...» (in Lucas e Nery, As Músicas Luso-Brasileiras no Final do Antigo Regime...2012), «Polémicas musicais entre «Practicos» e letrados...» (Revista Brasileira de MúsicaV. 29-1, 2016).
 
 
 
Projeto de Doutoramento
 
Título
Modelos e singularidades na teoria musical luso-brasileira do Antigo Regime. A Escola de Canto de Orgaõ de Caetano Melo de Jesus (Salvador da Baía, 1759-60)
 
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Orientação
 
Resumo
No contexto da vida cultural na Baía colonial da primeira metade do século XVIII, desenvolvida sob o impulso e a esfera de influência das principais instituições religiosas, como a catedral de Salvador, e de ensino, como era o Colégio de Jesus, procura-se situar a vasta obra manuscrita de teoria musical intitulada Escola de Canto de Orgaõ, concluída em 1760 em Salvador, que constitui o mais extenso tratado de música em língua portuguesa do Antigo Regime. O autor, o mestre de capela P. Caetano de Melo de Jesus, procurou compilar em dois extensos códices manuscritos todos os conhecimentos existentes na época sobre música, à luz da tradição escolástica e recorrendo a uma prolixa prosa barroca. Na mira de ombrear com os grandes tratados-compilação redigidos em Espanha nos séculos XVII e XVIII, a obra procurou exceder os padrões de escrita dos tratados de música portugueses da época. O projeto de investigação que ora se propõe centra-se na transcrição integral, estudo crítico, análise comparativa e apreciação do significado deste texto ainda hoje mal conhecido, cuja relevância tem vindo a ser sublinhada pela musicologia luso-brasileira.