• Disco2
Menu
Post-ip
 
 
 
Talk-ip!: Malta do Norte: Um estudo etnográfico sobre a cena do Jazz portuense
 
 
 
8 de Fevereiro de 2019 | 16:30 | Anfiteatro João Branco | Departamento de Comunicação e Arte | Universidade de Aveiro
 
 
 
 
Resumo
A fundação da Escola de Jazz do Porto em 1985, da Orquestra de Jazz de Matosinhos (OJM) em 1997, foram factores que concorreram para a criação, em 2001, da primeira licenciatura em jazz em Portugal, na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE). Estas escolas tiveram inicialmente o papel de reunir o meio musical que estava disperso, estabelecendo-se não apenas como centros de formação, mas também de confluência entre grupos e pessoas. Entretanto, o número de músicos licenciados em jazz da ESMAE, e/ou que tiveram acesso a formação superior em outros centros de ensino do país, tornou-se maior do que a oferta de locais para performance no Porto. Em resposta à falta de oportunidades para apresentação pública dos músicos de jazz, alguns desses criaram a Associação Porta-Jazz (APJ). A APJ foi criada em 2010, com o intuito de dinamizar a jazz scene (Jackson 1998, 2000, 2002, 2012, Pinheiro 2008) da cidade e dar conhecimento do jazz local à sociedade do Porto. Durante estes 9 anos de sua existência a APJ editou 47 discos, organizou 9 festivais, criou numerosos ciclos temáticos, e tem mantido uma agenda com concertos semanais regulares, além de atuar junto a outras estruturas públicas e privadas para dinamizar o jazz local. Neste contexto, este trabalho apresenta os resultados parciais da investigação de doutoramento que buscou compreender como se constituiu a jazzscene no Porto. A investigação centra-se na Associação Porta Jazz como estrutura articuladora da cena regional, e na tese que articula os conceitos de liminaridade e communitas (Turner, 1969, 1975, 1982, 1987, 2013) ao conceito de cena musical. A pesquisa também buscou compreender a história do jazz no Porto dando predileção às narrativas dos atores que constituem a cena atual da cidade. Esta escolha metodológica culminou durante os anos de 2018/2019 na realização de um documentário com base nesta investigação.