Departamento de Comunicação e Arte | Universidade de Aveiro
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Portugal
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Letícia Maia
Nota Biográfica
Natural de São Paulo, Letícia está no quarto ano do doutoramento em performance na Universidade de Aveiro. Os seus principais interesses são a criação artística e a exploração do corpo na performance. Atualmente vive em São Paulo, Brasil, onde é professora de flauta transversal no Conservatório de Tatuí (São Paulo). Anteriormente, viveu na Suíça, onde obteve dois mestrados, um em performance de flauta transversal e outro em pedagogia da flauta, na Haute École de Musique de Lausanne, na classe do professor José-Daniel Castellon. É também licenciada em performance de flauta transversal pela Universidade Estadual Paulista – UNESP (São Paulo). Como flautista, participou e colaborou com vários ensembles e orquestras, como a Orchestre de l’Opéra de Lausanne, Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo, Orquestra de Câmara da Universidade de São Paulo e Orquestra Jazz Sinfônica. Frequentemente, atua também com grupos de música de câmara, com os quais se apresentou em várias cidades brasileiras, bem como na Suíça, Itália, Áustria e Portugal. O trabalho de música de câmara mais marcante é o Duo da Juá, com a pianista Luiza Salles. Em 2020, ganhou o Primeiro Lugar na sua categoria no I Concurso Virtual da Associação Brasileira.
Projeto de Doutoramento
Título
Do confronto entre o corpo e a partitura: recriação de peças para flauta solo
Orientação
Jorge Salgado Correira
Resumo
A integração corpo-mente e a valorização do corpo como agente do processo criativo na performance musical tem sido uma discussão muito presente nos últimos vinte anos. Alguns autores também apontam que o desenvolvimento dos meios de gravação e reprodução no final do século XX produziu um desvanecimento da dimensão gestual em música, pois o som gravado passou a ter mais destaque em relação as performances ao vivo. Fundamentado nisso, e também na minha experiência pessoal, verificou-se uma tendência para a anulação do corpo na performance onde o ou a instrumentista adotam posturas rígidas e estáticas na tentativa de não comprometer a qualidade sonora e a desenvoltura prática nos seus instrumentos. Desta forma, o corpo toma um papel secundário na performance, como um mero reprodutor do discurso sonoro e intermediário entre o instrumento e o público. O objetivo geraldesta pesquisa sustenta-se no desenvolvimento de estratégias de exploração do corpo na performance mediadas pela flauta transversal visando a criação de performances que incluam os movimentos corporais. Ao compreender a performance musical como uma experiência complexa que integra não somente a audição, mas também outros sentidos e com o intuito de reconectar com o corpo, pretende-se, inicialmente, compreender de que forma o corpo humano é abordado em diversas áreas do conhecimento (artes visuais, teatro, dança, artes performáticas, sociologia, filosofia, psicologia). Em seguida, pretende-se criar três projetos artísticos que explorem o corpo em cena a partir de recriações de composições para flauta solo com intersecções entre música-dança-teatro, contribuindo assim para o aumento de possibilidades expressivas em performances de flauta transversal, mas que também poderão ser úteis para outros instrumentistas.
Palavras-chave
Criação artística, Performance musical, Performance como criação, Corpo, Movimentos corporais, Gesto, Flauta solo.