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Doutor Integrado
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas | Universidade Nova de Lisboa
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Portugal
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Nota Biográfica

Leonor Losa nasceu em Braga em 1981. Investigadora na área da etnomusicologia no INET-Md (UNL-FCSH) desde 2002. O seu trabalho lida em particular com a mudança no campo da música popular e as suas articulações com as dimensões sociais, políticas, económicas e institucionais. Tem desenvolvido reflexão sobre as políticas, estéticas e discursos da indústria discográfica em Portugal, campo de estudos da música que contribui para configurar. Investigou as dinâmicas de implantação do mercado discográfico em Portugal no início do século XX e a mobilidade social da música gravada, cujos resultados são apresentados no livro ‘Machinas Fallantes’: A música gravada em Portugal no início do século XX. Assumindo um registo focado no sujeito, na sua tese de mestrado “Nós humanizámos a indústria’: a reconfiguração da produção fonográfica e musical em Portugal nos anos 60 trabalhou o papel desempenhado pelo editor discográfico Arnaldo Trindade e a editora Orfeu na emergência de valores sociais de oposição ao regime no seio da “música popular portuguesa” durante o período pré-revolucionário. Na tentativa de continuar a aprofundar o estudo acerca da editora, do editor, dos músicos que constam do seu catálogo e das memórias do período, contribui para a criação do projecto de investigação ORFEU a decorrer no INET que conta com a colaboração de investigadores nacionais e internacionais nos domínios da etnomusicologia, história, sociologia e design. Foi membro da equipa editorial e redactora da Enciclopédia da música em Portugal no séc. XX (coord. Salwa Castelo-Branco) onde escreveu, entre outros assuntos, sobre a indústria discográfica em Portugal e as principais editoras com actividade no país, partindo de investigação pioneira e original. Tem colaborado com diferentes quadrantes da sociedade civil divulgando os resultados da investigação. Colabora no projecto “Musique et politiques mémorielles: émergences, histoire, appropriations” (POLIMUS) do CREM - Centre de Recherche en Ethnomusicologie - LESC - UMR 7186 – CNRS. É, desde 2015, membro da direcção da Sociedade Portuguesa de Investigação em Música. A sua tese de doutoramento, “Ser fadista é maior que ser cantor”: Intersubjectividade, voz e o ethos da memória, é uma etnografia etnomusicológica ao redor do fadista Ricardo Ribeiro configurando-se como uma proposta de etnografia biográfica. Partindo de um olhar focado no sujeito, aborda o fado durante o período de trajectória democrática; os processos intersubjectivos da criatividade; o modo como o passado é reivindicado e produzido através da música; as diferentes geografias de expressividade e a sua relação com a produção de historicidade nos modos de compor e interpretar o fado. Procurando compreender o sujeito na sua dimensão ontológica e localizada, esta tese lida com as dinâmicas intersubjectivas que o formam, particularmente os processos relacionais e dialécticos de construção da subjectividade: a relação com os outros; a relação com a estruturas sociais alargadas; a relação com o que o universo do fado estabelece com tradição; e a relação com a diferença cultural, na proposta de reactualização do paradigma cosmopolita em direcção ao que entende como empatia cultural.
 
 
 
  

 

 

Grupo de Investigação: Etnomusicologia e Estudos em Música Popular